Agora, neste momento no tempo, uma imagem aparece no meu pensamento. A minha alma passeia sobre um lago no escuro. A àgua não se bebe pela boca. Não há sede. Sou uma silhueta branca. Existe a noite. Chovem amarelíssimas estrelas cadentes, muitas estrelas cadentes, por detrás das minhas costas, que se desvanecem assim que entram na dimensão da minha terra.
Para onde estou eu a olhar? Para ti. Tanto para ti. És a luz do outro lado do monte, no entanto apareces tão perto. Uma silhueta mais apagada, menos quente e menos forte.
Estes filmes do imaginário não irão revelar-se da mesma maneira nos teus olhos.
Se eu encostasse a minha testa à tua... Iríamos nós sentir a palavra 'luz'?