sexta-feira, 12 de julho de 2013

Griefing

Quero querer que tu estremeças ao ouvir certas cordas de uma guitarra ritmarem ao som das minhas mágoas, aplaudidas por um choro incontrolável e quase surreal, feito de papel, que mexe com o teu interior como se que eu estivesse a torcer um pano molhado. O pano sufoca-te pela barriga. Caíste ao chão. Encosto uma faca ao teu pescoço. A faca é de borracha, mas não parece. Ouço estalos vindos de dentro do meu corpo: estão nos meus ombros, no meu pescoço, nos meus joelhos... Tudo rebobina, enlaça-se no meu constrangimento, percorre o ar do cenário, sela a boca dos encarnados.

E quem assobia, e respira, inspira... Quem sou eu. Sou eu?
(Sempre as mesmas perguntas! SEMPRE! ATIRO-ME COM TANTA FORÇA PARA O CHÃO QUE CRIO UM BURACO NO MEIO DA PUTRIDÃO REPETIDA!!!!!!)

Quem sou eu para questionar as tuas ações, os teus feitos. Para observar defeituosamente sem a mínima nítida vontad..., sem rumo... Devia ser cega até ao fim do tempo; muda para que não mais palavras saíssem desta boca desbocada; deviam cortar-me os dedos, para que tudo o que escrevi - tudo relacionado a "escrever" - perdesse o caminho sentido, apagado da memória...