quinta-feira, 6 de junho de 2013

NarrowisH Abyss

"Isso chama-se pêga."

Um eco ainda ressoa quando ouço-o dizer, nesta minha mente...

Cria-se uma turbulência quando tento manter-me de pés juntos, tentando olhar para lá do cilindro de cimento que me aprisiona aos abutres do agora. (Concentra-te X, concentra-te.)
Depois de descobrir o que estava para por de trás dos buracos do arame farpado que subi com cuidada destreza, sempre disse que era -um- pássaro livre. Mas tinha eu penas impermeáveis e umas verdadeiras asas?
Eu cai... Apanhei os bocados com o meu bico lascado, partido... A dor no peito sobre as almas livres neste paraíso esquecido entre os vivos é de me tirar o ar que me envolve (É o ar quente ou frio?). Estendo o pensamento ao céu, corre devagar e paro sobre a influência da minha espécie... A minha espécie? Qual espécie?

Uma biqueirada aqui, uma biqueirada acolá... Furo os cantos dos bolsos aos homens mais silenciosos. I patch them up with goofs and scissors. Minto-me a mim mesma e não tomo precauções. Entro em pânico. Só sei rodear, lisonjear o que é... 

"Amo aquilo que move as palavras que me movem.", diz o raposo ao à barriga cheia, pensando que ainda está na presença da refeição.

Choro intestinos de sangue que percorrem swirls de depressão...
Em tempos livres, sou uma mancha negra - tinjo a erva por onda a sola dos sapatos daqueles que não ouviam, mas choram, pisam...
Uma pena percorre-me o interior e tortura-me as entrenhas. Não tem cor, é negra e má.