Acabou. Finalmente acabou. Consigo respirar outra vez. Por umas horas engoli em seco o meu padrão problemático e pensei. Pensei nas configurações do globo, para além das dunas arenosas da minha consciência. Eu queria ligar-me.
O meu maxilar oscilou, a pele ficou irritada, o meu estômago contorceu-se. O meu coração não diz nada, a mente diz que não aguenta mais ou menos, tanto se dá.
É normal este carinho? É normal este afecto? Tenho medo de lhe perguntar. Tenho medo de lhe revelar. A vergonha não sai, parece ter uma mistura de pó com cola de madeira que se agarra à minha cara, ao meu peito. Solidifica o gelo sazonal das minhas bombardeiras de sangue.
E no fim isto não significa nada. Não sei aproveita nada disto. A esperança caiu de enlaço e as brumas ascenderam no horizonte das minhas ancas.
Não sei o que fazer para recompor esta melodia.
Não sei pedir ajuda.
Se devo pedir ajuda.