sexta-feira, 27 de abril de 2012

Diz-me a mim, eu não aguento mais.



Ela grita e chora. Pensa em bater e bater e bater de punhos no chão ao invés do presente. Palpita palpitei coração, estejas onde estiveres.

Não quero morrer nesta tortura. Não quero morrer numa tortura sem nome, numa tortura do vacum. Olha para mim

Ela range os dentes, quer comer pedra, quer cobrir o corpo de areias, arrancar estas árvores de raíz, "submersa na imensidão".


Foge-me dos dedos, estou a lacrimejar tanto. Não quero deitar mais sobre estas águas. "Elas afogam-meeeeeeeeeeeeeee" eu berro, cobrindo a cara com a palma da mão, rolando-se até aos dedos.

"Como um coração de uma ave". Uma ave reboliça, pequena, distrained.

Ao contrário de... Não quero. Chega, não quero mais.