terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Que sensação é esta

Que sensação é esta, a de não me dizeres "adeus" nem "olá".
Que sensação é esta do gato ao canto do quarto, dos seus olhos amarelos mergulharem na imensidão do meu esquecimento, do frio do Inverno que jamais não me reconforta, como quando fazia quando estavas por cá. Que sensação é está, diz-me. Que sensação é está, de que tudo vai acabar quando o resto de iniciar em redor, de que nada vai voltar a aninhar-se no colo da minha mente, no calor da minha chuva. Que sensação é está de não existir o calor da minha mente, de simplesmente não existir nada. Que sensação é está, de não questionar o questionável, de não exclamar o imperdoável, de não rezar ao potável. Que quente é este no meu peito, que quente é este. Diz-me que quente é este, diz-me a mim. Nem que eu te fure os ouvidos, te corte os músculos, atrofie o teu sistema nervoso. Diz-me até onde o teu sangue vai correr sobre a pele, diz-me quando vais morrer. Diz-me quando vais morrer, diz-me quando vais morrer. Diz-me quando irás querer-me, se não nunca. Diz-me que a minha farta não é sentida, entre esta areia e mercúrio. Que o amor... em mim não... Funciona... Na ravina...